Gôndola
O termo "gôndola" nesse contexto, é usado para descrever o compartimento dos passageiros dos dirigíveis, que fica pendurado em baixo do centro do "envelope". As gôndolas podem ser pequenas para motores e trens de pouso, ou maiores, para comportar passageiros. As primeiras gôndulas eram estruturas abertas penduradas abaixo dos envelopes, as que vieram depois, eram fechadas e presas diretamente à estrutura interna. Um dirigível não rígido, carrega todos os passageiros numa gôndola, já um dirigível rígido pode carregar passageiros e cargas dentro do envelope. O grande dirigível Graf Zeppelin se caracterizava por uma pequena gôndola de passageiros na dianteira para favorecer a observação do solo. A maior parte dos aposentos da tripulação e espaço de carga ficavam dentro do envelope.
Pequenos dirigíveis levam seus motores nas suas gôndulas. Quando existem vários motores em grandes dirigíveis, eles são colocados em naceles separadas. Para permitir impulso assimétrico ser usado para manobras, essas naceles são montadas nas laterais dos envelopes, distantes da linha central da gôndola. Isso também as mantem distantes do solo, reduzindo o risco de as hélices atingirem o solo durante a aterrissagem. Nessa disposição essas naceles são conhecidas em inglês como wing cars.
Essas naceles de motor, levavam uma tripulação durante o voo para fazer as manutenções necessárias, mas que também trabalhavam nos controles de direção e aceleração e etc. As instruções eram enviadas a eles da cabine de comando por intermédio de um sistema de comunicação, como num navio.
Enquanto hélices giratórias e de elevação, fornecem o "controle fino" de altitude, grandes mudanças de altitude eram normalmente obtidas liberando gás para perder altitude ou liberando lastro para ganhar altitude. Grandes dirigíveis, geralmente carregavam vários tanques de água na frente e atrás, permitindo o ajuste longitudinal e também a altitude. Alguns desenhos mais modernos, bombeiam gás de cilindros de armazenamento para aumentar a altitude.